Encerrado o prazo para a desincompatibilização eleitoral, o antibolsonarismo iniciará sua ofensiva contra Flávio Bolsonaro. A temporada de denúncias vazias terá como alvo o candidato que cresce nas pesquisas, em nítido contraste com o declínio do atual mandatário. O petismo não aceitará esse cenário sem “fazer o diabo”, resgatando a tática mencionada outrora por Dilma Rousseff.
A previsibilidade desse movimento inimigo oferece a Flávio e sua equipe a chance de se antecipar aos fatos. Como já defendemos neste espaço, o embate direto e a troca de farpas com o lulismo não são mais a via principal para a vitória. Flávio terá todos os votos antipetistas no segundo turno de forma inevitável, dado que não há qualquer possibilidade de ele não ser o rival direto de Lula na etapa final.
O foco, portanto, deve convergir para um projeto sólido de país. É preciso acenar ao establishment e ao eleitorado moderado com uma agenda de reconstrução das contas públicas e atração de investimentos, substituindo o confronto pela estabilidade.
Flávio deve assumir o protagonismo e pautar o debate pré-eleitoral com propostas graduais até as convenções. Aos ataques inevitáveis, a resposta deve ser estratégica: demonstrar que a agressividade adversária visa, na verdade, sabotar um projeto que pretende livrar o Brasil da atual trajetória de aumento de impostos e carestia.
Se Flávio não definir o tom do debate, será definido por ele — e, provavelmente, de forma negativa. Seu pai dominava a arte de pautar a imprensa, embora em moldes que hoje não teriam a mesma eficácia. O primogênito deve focar no que o brasileiro deseja: esperança e soluções reais. Menos polêmica, mais resultados.
Ao dominar a narrativa através da esperança, Flávio manterá o apoio popular mesmo sob o fogo cruzado petista. No fim, os ataques serão vistos pelo eleitor como uma interrupção ao desejo de um país onde trabalhar signifique prosperar, e não apenas sustentar, via impostos, os velhos esquemas de corrupção que retornaram ao poder.